Uma campanha curta, com eleitor alheio mas que se posiciona claramente sobre a rejeição

As pesquisas divergentes recém apresentadas sobre o quadro catarinense no que se refere a escolha de governador, mostraram principalmente o percentual predominante que congrega os que não sabem ou não querem opinar, somados aos que declararam votar nulo e em branco.

Trata-se do mais claro sinal de que o eleitor pelo menos até agora não tem uma opinião formada ou não acredita que através do voto pode obter mudanças para o estado em reside, apenas fazendo questão de demonstrar a sua rejeição para com alguns dos postulantes.

Em uma campanha curta em que a exposição dos candidatos é menor na comparação com todas as formas existentes nos pleitos anteriores, o possível envolvimento do eleitor fica ainda mais difícil.

Existe uma crença por parte de lideranças, coordenadores e dos próprios pretendentes aos cargos, no que se refere ao tempo de propaganda eleitoral gratuita na televisão, mas claro que todas as ferramentas possíveis estão sendo utilizadas pelos mesmos nas redes sociais, as quais inevitavelmente ganham mais espaço para esse fim a cada pleito.

O período reservado para as definições de candidaturas e alianças, em que as informações trouxeram todas as possibilidades e algumas das convenções só contiveram “bravatas”, serviu para piorar gravemente a imagem de alguns dos entes políticos já conhecidos, além de confundir o eleitor sobre nomes que se apresentam neste momento. Com o enfraquecimento dos partidos, os quais representam cada vez menos para os eleitores, o que fica evidente é a busca por pessoas, gestores, líderes.

Na eleição que sem dúvidas será definida no segundo turno, o catarinense continua demonstrando que cada vez mais acredita no seu trabalho, no resultado das suas ações e não conta tanto, como já fez, com os administradores públicos.

O mais ruim desse quadro é que se eleitor ignora a oportunidade do voto, pode contribuir para a eleição de qualquer um, inclusive do pior entre os que figuram, ou seja, quanto maior o desinteresse, mesmo que pôr a rejeição desse ou daquele, maior o risco.

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Paulo Donizete Matias