Diferentemente da Área Industrial tão citada ao longo dos últimos anos, o Anel Viário que a atual administração trouxe à tona neste momento, surpreendeu muitas pessoas ao ser apontado como umas das prioridades, principalmente por corresponder a aproximadamente 62% do valor total financiado de R$ 14.5 milhões.
Nos corredores do legislativo, entre as lideranças políticas, formadores de opinião e empresários locais, o entendimento é que esse pode ter sido o ponto que gerou o maior questionamento quanto ao valor do pretendido pelo executivo.
Isso porque na opinião de alguns dos acima citados, vários fatores colocam a referida obra sob avaliação; como a que trecho de aproximadamente quatro quilômetros não leva até as áreas que poderiam ser atraentes; o fluxo hoje existente não justifica o investimento, o qual poderia ser substituído apenas por uma estrada inicialmente; o fato de que o próprio projeto é antigo e requer adequação; além de que a Área Industrial que também aparece na destinação de parte do financiamento fica exatamente na direção contrária.
No primeiro momento alguns dos edis reagiram com ralação ao valor total do compromisso que executivo quer contrair, no entanto, foi apresentado um conjunto de obras as quais foram elencadas pelo planejamento estratégico da administração que somam mais de R$ 30 milhões, o que depois apontou para a possibilidade do não direcionamento desse montante R$ 9 milhões para o Anel Viário, sendo cogitada uma nova relação de prioridades.
Foram lembrados neste momento até os problemas na condução de obras públicas, que são crônicos infelizmente em todo território nacional, e infelizmente em Urussanga não é diferente, inclusive na atual gestão. Prova disso é a revitalização da Praça Anita Garibaldi, onde a dificuldade com a fiscalização e conclusão se reflete.
O executivo foi convidado por este Blog a se pronunciar sobre os apontamentos até aqui descritos, mas não respondeu.
O que se sabe, é que o referido projeto será aprovado hoje, e o quinto voto necessário foi confirmado pelo vereador Vanderlei Marcirio (MDB). Segundo o mesmo, o presidente do seu partido sugeriu a concordância com R$ 7 milhões, mas o edil entendeu que R$ 10 milhões é um valor cabível, e vai solicitar que o gestor municipal, assine um documento se comprometendo em devolver a diferença.
A decisão de “Deco“, deve fazer com que outros votos sejam favoráveis, porque uma vez obtida a maioria necessária para aprovação, mesmo alguns dos contrários irão acompanhar a decisão para se livrar do ônus que imaginam adquirir junto aos eleitores, caso insistam nas suas posições.
