Como o governo de Santa Catarina não voltou atrás nos aumentos de alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) para uma série de alimentos sob o argumento de que está cortando incentivos fiscais, a partir desta segunda-feira (02), distribuidores, supermercados e restaurantes vão transferir os reajustes aos consumidores.
Ficarão mais caras carnes de frango, suíno e peixes, derivados de carnes, leites especiais, queijos, pães especiais e erva-mate com mistura.
Como a alíquota do imposto subiu de 7% para 12%, o aumento para carnes será de 6% do atacado ao supermercado e ficará numa média de 8% a 9% para o consumidor final. A carne bovina teve o benefício fiscal reinstituído no decreto 187/2019, por isso voltou a ter alíquota de 7%. O secretário da Fazenda, Paulo Eli, garante que “as carnes catarinenses ficarão protegidas da concorrência dos produtos de outros estados”.
O presidente da ACATS lamenta que o aumento de preços de alimentos afeta os mais pobres, que terão que pagar, mais uma vez, os altos custos da máquina pública.
Outros produtos como massas especiais, gás de cozinha, água mineral, sardinha e atum em lata já tiveram altas de imposto que variou de 7% para 12% ou para 17%.
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), seccional de SC, Raphael Dabdab, criticou a intransigência do governo e o fato de aumentar o preço da proteína, que é o item que mais pesa na alimentação das famílias e nos custos de restaurantes. A alimentação fora do lar também vai aumentar.
