Deputados criticam postura do controlador-geral do Estado em depoimento à CPI

O controlador-geral do Estado, Luiz Felipe Ferreira, voltou a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a compra de 200 respiradores pelo governo catarinense. Sua postura pouco colaborativa nas respostas às perguntas que recebeu desagradou aos deputados que o interrogaram. Acusado de ser arrogante diante do colegiado e de dar a impressão de ter se omitido e prevaricado na condução do processo de aquisição dos equipamentos, ele negou as afirmações.

De acordo com Ferreira, não houve omissão por parte da Controladoria, que teria desencadeado uma série de ações assim que o fato foi divulgado. “De 26 a 30 de abril foi instaurada a comissão interna para apurar os fatos. Foi feita a representação junto à PGE para que fossem tomadas as medidas cautelares judiciais e extrajudiciais contra a Veigamed para resguardar o erário; o envio da notícia de dato à Deic, solicitação à Delegacia da Alfândega da Receita Federal sob transições comerciais exteriores, solicitação à Delegacia da Receita Federal informações acerca da empresa contratada; realização conjunta com a Deic para a coleta de depoimentos de agentes públicos; avocação da sindicância investigativa instaurada pela SES, para apurar a responsabilidade de agentes públicos envolvidos.”Indagado pelo deputado João Amin (PP), se poderia adiantar parte dos resultados da investigação preliminar realizada pela CGE, o controlador afirmou que não poderia fazer. “Enquanto não for apresentada, não posso falar”, respondeu. O parlamentar insistiu e citou que a negativa seria uma clara tentativa de omissão. Ferreira negou outra vez antes de assumir o compromisso de informar à CPI na próxima quinta-feira (25), quando o relatório feito por três auditores independentes, segundo ele, estará concluído.

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Paulo Donizete Matias