Novos trâmites podem deferir pela cassação de registro de candidatura, ou de possível diplomação, da coligação “Por Amor a Cocal, o Trabalho Continua”, de Ademir Magagnin e da vice Aninha, de Cocal do Sul.
A juíza eleitoral do município de Urussanga, Bruna Canella Becker Búrigo, agendou para a próxima terça-feira, dia 27, às 16h30, uma audiência, onde as partes do caso serão ouvidas para que então, uma sentença possa ser dada.
O atual prefeito do município, assim como sua vice, está sendo investigado por conceder terras públicas para empresas particulares e por enviar um Projeto de Lei (PL) ao Legislativo com intuito de beneficiar um empresário da região. Ambas as ações teriam sido realizadas durante este ano eleitoral.
A coligação “Governar com o Povo”, dos candidatos Fernando De Fáveri e Sidney, protocolou na semana passada uma Ação de Investigação Judicial (AIJE) contra a chapa de Ademir, com finalidade de apurar a conduta dos envolvidos.
“O agente público não pode ceder nada nem trazer qualquer benefício dentro desse período (eleitoral). É passível que o pleito seja reavaliado”, diz o advogado da coligação de oposição, Conrado Virtuoso Fabrício. De acordo com o profissional, a coligação “Por Amor a Cocal, o Trabalho Continua” já foi notificada. Provavelmente, durante a audiência que ocorre na próxima semana, testemunhas e demais envolvidos no caso prestem declarações.
“A juíza precisa sanear a ação para depois sentenciar. Minha experiência diz que o resultado não acontecerá antes das eleições. Os advogados deles não deixarão de recorrer”, acredita o advogado.
