Oposição sinaliza projeto de concentrar candidatura para ganhar a eleição

Formado por partidos com atuações diferentes na história das eleições municipais, e compostos por homens e mulheres que já deram de alguma forma, sua contribuição para a gestão da cidade e interior, o grupo de oposição que está se constituindo em Urussanga, entoa em comum alguns mantras. Além de considerarem que candidato apoiado pelo Paço trará consigo o natural desgaste em razão de dois mandatos seguidos do mesmo partido, esses opositores a atual administração, também acreditam no prejuízo nas urnas, para o futuro candidato do PP, causado pela Operação Benedetta. Mas o pensamento mais repetido entre os líderes das quatro siglas hoje, é que muito além de candidaturas, o projeto que vai requerer alguns entendimentos e provavelmente o tão conhecido na política, “passo atrás”, por parte de alguém, tem que ter como objetivo maior, “ganhar a eleição”. Sinalizando a consciência de que estarão nas suas mãos, as ações capazes de evitar a divisão da oposição, o que ocasionaria mais de uma chapa na disputa, e por consequência a diminuição das chances de vencer a situação. Só os pleitos de 2016 e 2020, já trazem ensinamentos suficientes para os estrategistas e articuladores que estão mobilizados.
PL transfere data de evento

Previsto para acontecer no próximo dia 22, o primeiro evento do PL de Urussanga, foi transferido para uma data ainda a ser confirmada, a qual não será neste mês de julho. Segundo o presidente da Comissão Provisória, por uma questão de planejamento foi necessário esse adiamento. No meio político local especialmente, existe uma expectativa porque nesse encontro, o novo partido local, pode apresentar pré-candidatos para a eleição do ano que vem. Clézio Feccia, no entanto, já adiantou duas informações sobre o referido pleito: “o PL vai lançar chapa para a Majoritária”. E, “com relação ao possível grupo de oposição, o PL estará aberto a conversas”.
Vereadores questionam projeto encaminhado pelo Executivo que prevê privilégios aos agentes políticos

Os vereadores de Urussanga encontraram o que definiram como um “jabuti”, no projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo à Câmara Municipal, que trata do reajuste aos servidores. Assim, a proposta, que seria colocada em votação nessa terça-feira (18), não entrou na pauta. Uma análise da citada proposta por parte dos edis identificou que, em meio aos reajustes dos servidores, que foram objeto de negociação com a categoria e tem o apoio de todos os vereadores, o Executivo incluiu abono de férias e 13º salário para os agentes políticos, nos artigos 6 e 21. Se encaixam como agente político, prefeito, vice, secretários e vereadores. Graças a essa constatação, os legisladores por unanimidade concordaram em não incluir o referido projeto na ordem do dia com dispensa de parecer, e esse será avaliado para a proposição de emendas retificadoras com o objetivo de excluir do texto, o que a oposição apontou como tentativa do Executivo de estabelecer novos direitos aos agentes políticos, sem a devida discussão com a sociedade. Procurado o Paço informou que no momento ainda não vai se manifestar a respeito.
Braz anuncia sua presidência do União Brasil

Já na noite de sexta-feira o ex-vereador, Braz Cizeski, cumpriu o prometido e informou em primeira mão, que havia sido empossado como presidente do União Brasil de Urussanga, assim como os representantes de outros 114 municípios catarinenses. Naquele momento ele havia recém-saído do Encontro Estadual do partido, que foi realizado em Florianópolis no CentroSul, antes da viagem do presidente em Santa Catarina, Gean Loureiro, para Austrália. Automaticamente desligado do PSDB, Braz tem agora o papel de conduzir a Comissão Provisória da nova sigla local, junto com os outros seis nomes divulgados pelo mesmo. Ouvido sobre que caminho o grupo deve trilhar desde o seu início, Braz afirmou que o União Brasil terá chapa para a Majoritária e nominata completa para e eleição proporcional, e o objetivo é fazer com que o partido se torne grande e competitivo, reconhecendo que a participação no pleito de 2024, irá requerer muito trabalho. Essa decisão tomada na Capital, afasta do grupo alinhado com o Paço e integrado por filiados dos dois partidos divididos da cidade, PDT e PSDB, a possibilidade de assumir a agremiação no âmbito municipal.
PP trabalha com quatro nomes

Na mais recente reunião da Executiva do PP de Urussanga, saiu a decisão de que o evento que tem o objetivo de reunir o Diretório e simpatizantes ficou para o início de setembro em endereço ainda não definido. O tema coligações nesta oportunidade também foi discutido, além é claro, do partido ainda considerar para Chapa Majoritária de 2024, quatro nomes, Odivaldo Bonetti, Izolete Duarte Vieira, e outros dois que no momento seguem sem ser revelados.
MDB confia na formação de um grupo de oposição

Realizando reuniões semanais e se definindo como muito organizado desde já, o MDB de Urussanga demonstra acreditar que o grupo de oposição que pode ser formado por vários partidos está se tornando realidade. Histórico adversário do PP local, com o qual se alternou no comando do Paço desde sempre, o partido confia nesta possibilidade para disputa de 2024. Ao ponto que grupo não escondeu seu contentamento com a decisão que definiu o comando local do União Brasil, bem como, tem feito questão de divulgar os registros feitos nos encontros dos lideres das cogitas siglas, especialmente nos eventos que ocorrem em diferentes localidades do interior, mas reúnem também moradores da cidade.são
Elas devem voltar em 2024

Na Câmara em oportunidades lúcidas de uso da tribuna, não raramente é observado a lamentável ausência de mulheres naquele plenário, e vale lembrar que 2020 inclusive o Paço teve na sua disputa uma chapa formada por duas das grandes representantes femininas da classe política local. Graças a legislação, as nominatas mesmo agora com dez postulantes a uma cadeira, terão que trazer um terço de candidatas, o que nos leva a crer que a partir de 2025, elas voltarão aos cargos ocupados pelos escolhidos através do voto, onde de fato fazem muita falta.
Tubarão: Após renúncia de prefeito e vice, Câmara define eleições indiretas

Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (10), o presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão, Jairo Cascaes, oficializou a renúncia do prefeito e vice Joares Ponticelli (PP) e Caio Tokarski (União Brasil). A Casa Legislativa apresentará um decreto definindo os ritos do processo que dará início às eleições indiretas, em que só os edis poderão a votar. O novo prefeito e vice do município que ficarão nos cargos até o fim de 2024, serão escolhidos na eleição que deve acontecer em até 30 dias. Gelson Bento, atual prefeito interino, que antes presidia Mesa Diretora continuará exercendo a função durante esse período. Poderão se candidatar não somente os vereadores, mas todos os munícipes que se enquadrem nos requisitos legais e sejam filiadas a um partido político.
Stela avalia a política de Urussanga e eleições do ano que vem

A ex-candidata a prefeita de no pleito de 2020, Stela Dagostin Talamini, que junto com a também ex-vereadora, Vanir Zuleima Mazzucco Cacciatori, integrou a chapa majoritária até então inédita, composta somente por mulheres, foi contatada, manifestou sua opinião e fez algumas observações, sobre o momento político local e as próximas eleições. Na visão dela, Urussanga tem um potencial enorme, mas precisa ser melhor conduzido, o que nesse momento, a mesma não deslumbra de forma especial em nenhum aspecto. Quanto as eleições de 2024, Stela pontuou que no seu entendimento, os partidos em geral não prepararam pessoas para serem candidatas, os nomes que se apresentam no cenário, são os que com suas próprias iniciativas estão conduzindo suas trajetórias. “Importante dizer que quando o cenário se apresenta favorável é normal que apareçam mais pessoas querendo disputar o pleito”, afirmou ela. Segundo a Stela, partidos são agremiações que devem ter, planejamento e agendas bem definidas durante os quatro anos, avaliando eleições anteriores, observando o contexto político geral, e ouvidos atentos para o que vem dos eleitores, e só depois definir os seus representantes. Na sua visão, uma etapa importante de todo esse processo, passa pelas coligações, mas em nossa cidade existe um histórico que se repete a cada eleição. Cabe observar, os motivos apresentados e se as justificativas de 2020, permanecerão em 2024. “Quanto a decisão da escolha do candidato pelo eleitor, uma receita é válida: Analisar o histórico de vida do candidato e o plano de governo para o município, o que de verdade cabe e é possível de cumprir. Não se trata de querer operar milagres atendendo as dores individuais com promessas impossíveis de serem executadas”, concluiu Stela, que reiterou, “sou do MDB e voto nele”.
Eleições 2024: Evasões podem impactar no tamanho dos partidos

Pelo menos nos últimos 13 anos, em que ocorreram, três eleições municipais, muitas e significativas mudanças aconteceram no ambiente político de Urussanga, especialmente as evasões que se deram pelas desfiliações ou o simples afastamento. Eleitos trocaram de partidos, gracamndes líderes e estrategistas se distanciaram do cenário e até tradicionais famílias que por décadas eram consideradas importantes se recolheram discretamente. Em 2024, na primeira eleição pós pandemia, em que o trabalho será pelo menos parecido com o realizado em outros pleitos, esses fatos podem impactar no tamanho dos partidos e por consequência na militância. Mesmo quando se fala tanto de campanha digital, no âmbito municipal o grupo presencial continua sendo muito importante.