Câmara mantém veto de Bolsonaro que impede reajustes salariais a servidores e reverte derrota do governo

A Câmara dos Deputados decidiu, nesta quinta-feira (20), manter o veto do presidente Jair Bolsonaro que impedia a concessão de reajustes salariais, novas contratações e progressão de carreira ao funcionalismo público nos níveis federal, estadual e municipal até o fim de 2021.

O resultado representa uma recuperação do governo federal após sofrer surpreendente derrota no Senado Federal. Ontem, a casa legislativa havia decidido rejeitar o veto, o que exigiu que ele fosse analisado pelos deputados.

Articuladores políticos do governo na Câmara foram pegos de surpresa. Eles conseguiram o adiamento da votação na casa, prevista inicialmente para ontem, e trabalharam na organização uma base contra a derrubada do veto ao longo do dia.A movimentação marcou a estreia do novo líder do governo na casa, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), que acabou contando com a ajuda de outras lideranças, como Arthur Lira (PP-AL), líder do “blocão”, que se aproximou de Bolsonaro nos últimos meses, e o próprio presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Foram 316 votos favoráveis à manutenção do veto e 165 contrários. Eram necessários 257 deputados para derrubar o dispositivo. No Senado, a matéria foi derrubada por placar de 42 votos a 30. As votações referem-se às sessões do Congresso Nacional, que, em função da pandemia, são feitas separadamente nas casas, cada uma com seu sistema remoto próprio.

O Ministério da Economia chegou a estimar que o congelamento de salários garantiria um fôlego fiscal entre R$ 121 bilhões e R$ 132 bilhões.

Mais lidas

O acesso é gratuito, mas assinantes recebem nossos posts exclusivos direto no email. Inscreva-se!

Pague com Pix na chave
(48) 996903340 em favor de
Paulo Donizete Matias