O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina quer qualificar as futuras candidatas a vereadoras antes e depois da eleição do ano que vem, uma proposta que passa pelo incentivo da participação na política partidária e pela formação de lideranças.
A primeira etapa, uma promoção da Escola do Judiciário Eleitoral e da Escola do Legislativo, braço de formação educacional da Assembleia, será o Congresso de Liderança Política Feminina, dias 3 e 4 de outubro que trará a Florianópolis uma série de mulheres ocupantes de cargos públicos e cases dos desafios que enfrentaram, algumas detentoras de vários mandatos, como as ex-prefeitas Angela Amin (PP) e Paulinha da Silva (PDT), respectivamente de Florianópolis e Bombinhas, que hoje atuam como legisladoras, na Câmara dos Deputados e na Assembleia.
Com mais de 5,1 milhões de eleitores, Santa Catarina tem 51% de mulheres no contingente. São 52,5% no país e o IBGE confirma que, em 45% dos lares brasileiros, elas garantem o sustento da família, o que não se reflete em representatividade quando olhado o quadro de participações.
A legislação obriga que as siglas tenham, a partir da eleição do ano que vem, 30% de mulheres na chapa a vereadora por sigla, número que era diluído entre vários partidos quando ainda era possível a coligação na proporcional.
