Na agenda que cumpriu em Araranguá, Forquilhinha, Jacinto Machado e Tubarão, no Sul do Estado, antes do feriado, o governador Carlos Moisés da Silva pediu, mais de uma vez, que os deputados estaduais que acompanhavam a comitiva levantassem para dizer que aqueles que estavam ali não eram de seu partido e nada lhe pediam em troca: cargos ou benefícios pessoais.
Estavam com Moisés, Rodrigo Minotto (PDT), Luiz Fernando Vampiro (MDB), Volnei Weber (MDB) e Paula da Silva (PDT) e José Milton Scheffer (PP), aos quais o governador se referiu como parlamentares que se relacionam com o Executivo de forma republicana e que as demandas deles são as solicitações que vêm dos municípios.

Ao lado do presidente estadual do PSL, o deputado federal Fábio Schiochet, que deve ficar com a ala bivarista e não seguir o presidente Jair Bolsonaro na Aliança Pelo Brasil, Moisés declarou que os deputados estaduais que o acompanharam não ficam a falando mal do governo.
Sobre os deputados do partido, que definiu como os que, “judiam” dele e vivem “criando guerras que não são para uma educação melhor, uma saúde melhor, uma infraestrutura, guerras que a gente não entra”, o governador afirmou que os demais compõem uma base sólida na Assembleia, que vota os projetos de interesse dos catarinenses.
O recado foi claro ao grupo de quatro deputados, ainda no PSL, que se insurgiram contra o governo, Ana Caroline Campagnolo, Sargento Lima, Jessé Lopes e Felipe Estevão, e tem um peso maior sobre os dois últimos por serem da região onde os compromissos foram realizados.