Os parlamentares catarinenses foram enfáticos: “não vamos abrir mão da Eletrosul”. O pedido foi unânime da bancada para o ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima, durante audiência em Brasília. A referência é ao anúncio feito pelo governo federal sobre a fusão entre a Eletrosul e a empresa gaúcha CGTEE – Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica.
“Nós vamos perder R$ 60 milhões de Fundo de Participação dos Estados por ano, porque o movimento econômico passará a ser registrado no Rio Grande do Sul. A Eletrosul tem 1,2 empregados com lucro líquido de R$ 207 milhões, enquanto a CGTEE tem 350 funcionários, e pior, encerrou 2018 com prejuízo de R$ 562 milhões. Basta olhar para estes números para ver que esta fusão é inconcebível”, argumentou o coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, Rogério Peninha Mendonça.
Mediante a pressão dos parlamentares, o ministro se comprometeu a discutir a fusão com a equipe da pasta. Ele garantiu, ainda, que as mudanças serão estritamente de caráter técnico. Para Peninha, o posicionamento é preocupante. “Essa é uma decisão que vai afetar diretamente a arrecadação do nosso Estado e não vamos aceitar que Santa Catarina seja prejudicada novamente”, concluiu.
Na próxima segunda-feira (13), o Fórum Parlamentar Catarinense promove Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina para discutir a fusão. O encontro será na no auditório Antonieta de Barros, à partir das 9h.
Logo após, o governador Carlos Moisés da Silva recepcionará os parlamentares da bancada federal para um almoço, às 12h, na Casa d’Agronômica.
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