Implantado há mais de um ano de Içara, o sistema de estacionamento rotativo estava, há alguns meses, dividindo a opinião dos comerciantes da área central do Município. Para ouvir os anseios e verificar se os lojistas tinham desejo pela continuidade da Zona Azul, foi realizada na noite desta quarta-feira (30), uma Assembleia, convocada pela Administração Municipal e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).
De acordo com o prefeito Murialdo Canto Gastaldon, o sistema foi implantado na cidade justamente por ser uma demanda dos integrantes da CDL. “Atendemos o pedido da CDL. Buscamos referências, a empresa ganhou o edital e após a implantação, ao longo dos meses, fomos readequando. Tivemos vagas suprimidas fazendo com que a remuneração ficasse menor. Mas nós ainda fomos além: não há cobrança na frente do hospital, no INSS, em cargas e descargas, das 12h às 13h, além disso, idosos e deficientes também podem circular livremente desde que estejam com identificação, a tolerância aumentou para dez minutos, e o preço é um dos mais baixos, R$ 1,80”, explanou.
No entanto, com as mudanças ocorridas ao longo do ano, o que era previsto em edital acabou sendo extremamente modificado. “Eliminamos diversos pontos, a equipe de monitores aumentou, mas ainda assim, notamos que há algumas reclamações. Deixo registrado o meu ponto de vista que, caso optem por tirar o rotativo acredito que será ruim para estacionar, com grande prejuízo para o comércio e para a população em geral. Todas as cidades do porte, e algumas até menores que Içara, tem rotativo, mas estamos aqui para ouvi-los”, colocou o chefe do executivo ao abrir a assembleia.
“Se nós tirarmos o estacionamento, seremos a primeira cidade do Brasil onde os comerciantes fizeram uma escolha do tipo. Não vamos atribuir o momento que estamos passando ao estacionamento, temos que tomar cuidado. Vamos ajustando o que precisa ser melhorado “, destacou Renato Brígido, que é comerciante e presidente do Observatório Social de Içara.
Após as manifestações, foi realizada uma votação para decidir pela manutenção ou rompimento com a empresa Seibert, que administra o sistema. Do grupo de mais de 40 participantes, apenas 10 comerciantes foram contra e 21 se posicionaram a favor.
A CDL apresentará por escrito ao Governo as reivindicações elencadas por alguns comerciantes, e essas demandas serão repassadas para a empresa.
