Depois de oito meses de idas e vindas, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (14), parecer que pede a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Casa há pouco mais de um mês.
O placar final ficou com 11 votos favoráveis à cassação e 9 contra.
No processo mais longo da história do colegiado, o resultado se manteve incerto até o último minuto da votação graças ao mistério em torno da posição da deputada federal Tia Eron (PRB-BA).
Contrariando os aplausos de aliados do peemedebista durante a sessão, a deputada baiana votou pela aprovação do parecer.
Única mulher a participar do conselho, a deputada ganhou holofotes na semana passada por faltar na sessão que definiria o futuro da carreira política do peemedebista.
“Me surpreende os senhores nem sequer citarem meu nome. Entenderam que, de fato, não mandam nesta nega aqui”, afirmou durante a reunião de hoje. “Chamaram Tia Eron para resolver o problema que os homens aqui não conseguiram resolver. Eu vou resolver”.