Passados mais de cinco anos, o Tribunal de Justiça concluiu o julgamento de um dos casos mais rumorosos da política catarinense contemporânea. E os magistrados do Órgão Especial do TJ-SC condenaram a 10 anos e um mês de prisão por corrupção e colaboração com organização criminosa, o deputado estadual Romildo Titon (MDB).
Tal decisão se dá em razão da Operação Fundo do Poço, movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) sobre um esquema de a fraudes em licitações para perfuração de poços artesianos nas regiões do Planalto Serrano e do Meio-Oeste.

Em outubro de 2018, Romildo conquistou mais uma vitória nas urnas, sobrevivendo à onda de renovação entre os catarinenses, ficando com a última vaga do MDB na Assembleia Legislativa (Alesc)
Neste ano, conseguiu recuperar espaço e reassumiu, por indicação da bancada emedebista, a presidência da CCJ. Foi um dos principais defensores da aproximação do MDB com o governador Carlos Moisés (PSL). Disse, em discurso no Meio Oeste, que a posição era a de quem tinha “entendido o recado das urnas”.
No entanto esse destaque coincidiu com julgamento da citada Operação. Agora, cabem recursos ao próprio TJ-SC e tribunais superiores.
