Os integrantes da Assembleia Legislativa de Santa Catarina discutiram nesta terça-feira (12), a possibilidade do impeachment do governador Carlos Moisés.
Um dos protocolos de pedido foi entregue ao presidente da Casa durante o horário dos partidos políticos por Ana Campagnolo (PSL) e Maurício Eskudlark (PL). Eles apontam as ações tomadas por Moisés desde o início da pandemia, como a aquisição dos 200 respiradores artificiais sem licitação e os decretos restritivos.
No outro, o Deputado Ivan Naatz (PL) protocolou o pedido de impeachment contra o governador Moisés e a vice Daniela Reinehr. Ele se baseia na decisão do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), que sustou a equiparação dos vencimentos dos procuradores do Estado com os salários dos procuradores da Alesc. O pedido de Naatz segue o mesmo teor do apresentado em janeiro pelo defensor público Ralf Zimmer Junior, que considerou que houve crime de responsabilidade neste processo.
“É um homem arrogante, prepotente, debochado, acabamos descobrindo que não é um homem grande e nem um grande homem. Temos um governador que faz seleção pessoal para receber prefeitos e deputados, que se vangloria de não ter loteado cargos, mas loteou com seus amigos pessoais e se aproveitou da pandemia para assinar decretos autoritários e fazer compras superfaturadas”, afirmou Ana Campagnolo (PSL).
