Governos municipais em todo o Brasil já estão adotando medidas preventivas em razão da confirmação e da iminente intensificação do fenômeno El Niño. Como os impactos variam de forma drástica entre as regiões do país, as prefeituras têm agido de acordo com as ameaças climáticas locais sob a orientação da Confederação Nacional de Municípios (CNM)
Entre elas estão o cancelamento de eventos em, Gaspar, Agrolândia, Rio do Oeste, Ilhota e Luiz Alves são os municípios catarinenses que cancelaram ou adiaram suas festas tradicionais.
As decisões foram tomadas de forma preventiva por conta do Decreto de Alerta Climático do Estado, visando redirecionar recursos financeiros e equipes de trabalho para mitigar os impactos das chuvas intensas trazidas pelo fenômeno El Niño.
Gaspar: Cancelou a 22ª Expofeira. A prefeitura redirecionou R$ 1,7 milhão do orçamento do evento diretamente para obras preventivas de escoamento e proteção da população.
Agrolândia: Cancelou a Festa da Colheita (FECOL), que celebraria o aniversário da cidade em julho. O foco foi voltado ao desassoreamento de rios locais.
Rio do Oeste: Adiou a Festa Estadual da Polenta para o ano de 2027. A administração priorizou a preparação das áreas de risco contra possíveis cheias.
Ilhota: Suspendeu as festividades do aniversário do município, que ocorreriam em junho, focando na segurança operacional das equipes de Defesa Civil.
Luiz Alves: Cancelou a 33ª Festa Nacional da Cachaça (Fenaca) e a 31ª Festa da Banana.
Diante do cenário de alerta climático em Santa Catarina, as decisões tomadas por esses municípios refletem uma postura de responsabilidade fiscal e social. Ao abrir mão de celebrações tradicionais para salvaguardar a população e a infraestrutura local, as prefeituras demonstram o papel crucial da gestão pública na mitigação de desastres naturais. O redirecionamento de verbas e o foco em ações estruturais servem como um modelo preventivo essencial para o enfrentamento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas extremas no país.
