Em evento da FECAM especialistas destacam o uso de mídias digitais

O Brasil é o segundo país do mundo mais conectado. Os brasileiros consomem três horas do seu dia nas redes sociais. Esse dado impacta diretamente nos municípios catarinenses que iniciam nos próximos meses uma nova fase: o período eleitoral. Diante deste cenário e com o objetivo de orientar, informar e preparar os gestores públicos municipais, incluindo secretários, técnicos e assessores, a Federação Catarinense de Municípios (FECAM) realizou, nesta quarta-feira (29), no Hotel Cambirela em Florianópolis, a primeira edição do ano, do programa “Conversas de Impacto”. Cerca de 400 pessoas de todo o Estado participaram da atividade.

Na oportunidade o jornalista da Previu Inteligência de Chapecó e mestre em gestão da informação, Vagner Dalbosco, falou sobre “Novas dinâmicas de comunicação governamental: conectando governos e cidadãos. Segundo o especialista, a sociedade está vivenciando um momento de transição significativa na maneira com que os governos se comunicam com o cidadão. “Antigamente essa comunicação era feita apenas através dos meios de comunicação tradicionais, o chamado de um para todos. Estamos numa transição para um modelo que chamamos de todos para todos”. Ele afirmou que hoje o cidadão não é mais passivo diante daquilo que os governos comunicam. “Todos se tornaram produtores, disseminadores e consumidores de conteúdos ao mesmo tempo”.

Diante desse cenário, Dalbosco destacou, “a população está mais conectada do que imaginamos e isso em todos os municípios, do maior ao menor. Os administradores precisam compreender como as pessoas estão consumindo a mídia, inclusive conteúdos que levam informações de interesse público para a população”.

O consultor político e estrategista digital, diretor da Agência Nuvem de Brasília, jornalista Fred Perillo, reforçou a mudança do comportamento do cidadão e destacou a necessidade de os governos estarem preparados para a nova era, especialmente no período eleitoral. “A comunicação pública teve mais mudança nos últimos cinco anos do que nos cem anos. E será que todos os gestores públicos estão preparados para ela?”

Para o consultor político, o cidadão está mais consciente e com isso exige dos administradores comunicação com transparência. “A transparência é uma obrigação para os gestores. O público virou emissor de notícias. Esse mesmo público está mais próximo do gestor fazendo denúncias, críticas, sugerindo e, por isso, é preciso saber comunicar de forma mais tecnológica”.

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Paulo Donizete Matias