O governador Raimundo Colombo (PSD) também foi citado na delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS), homologada nesta terça-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com Delcídio, o então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT-SP) veio a Florianópolis em julho de 2015 para pedir ajuda ao governador catarinense para convencer o ministro substituto de Superior Tribunal de Justiça, Newton Trisotto, a “mitigar os efeitos da Lava-Jato”.
Em 25 de julho de 2015, Cardozo veio a Santa Catarina e participou da entrega de equipamentos para a Polícia Civil.
Pela delação de Delcídio, ele aproveitou o evento para conversar com Colombo sobre a Lava-Jato. A estratégia, que já havia sido revelada pela revista Istoé, envolveria a colaboração de Trisotto em troca de nomeação do desembargador Nelson Schaeffer, na época presidente do Tribunal de Justiça, para uma vaga permanente no STJ.
Na época, Trisotto e Schaeffer negaram ter recebido qualquer proposta.
Segundo Delcídio, a conversa entre Cardozo e Colombo não deu em nada e a estratégia “se mostrou equivocada e desastrada”, porque “Colombo não se dava bem com o grupo de Trisotto”.
Através de assessoria, o governador Raimundo Colombo negou o conteúdo da delação de Delcídio Amaral: “José Eduardo Cardozo nunca me pediu para que intermediasse ou fizesse qualquer contato com o Judiciário”.
