Governador Raimundo Colombo nega envolvimento com Odebrecht e empresas denunciadas

O governador catarinense fez uma declaração e concedeu uma entrevista na manhã dessa sexta-feira. Ele voltou a negar qualquer relação pessoal, política ou do Estado com a. Colombo disse que contratará um advogado para buscar informações sobre o processo, mas que ficou sabendo por um amigo que Santa Catarina foi citada em uma delação. No campo das especulações, o pessedista respondeu sobre doações de campanha e a privatização da Casan.

Durante oito minutos, diante de jornalistas, no Centro Administrativo, ele apresentou justificativas, desabafou e demonstrou emoção. “Desde o dia que a gente assumiu, em 2011, a Odebrecht não tem contratos em Santa Catarina. Ela também não disputou licitações. Assim como nenhuma dessas empresas envolvidas”, disse.

“A informação que vaza é sobre a Casan”, afirmou, antes de apresentar justificativas. “Em 2010, os municípios estavam deixando a empresa e o Estado era o 24º no Brasil em saneamento. A minha proposta de campanha era estabelecer um modelo com um parceiro privado que tivesse conhecimento técnico. Mas, o passivo trabalhista e previdenciário [da Casan] não tornou viável a venda. O mercado foi informado em 2012”, completou.

Raimundo Colombo afirmou que, há um ano, sofre com as ameaças de irregularidades, mas sem denúncias concretas. Ele não soube informar se teve reuniões com executivos dos grupos envolvidos, justificando a grande quantidade de compromissos diários. Também não detalhou possíveis doações de campanha.

“Se houve doação de campanha, vamos averiguar. Evidentemente que o candidato pede ajuda de campanha. A minha foi registrada na Justiça Eleitoral em R$ 22 milhões. Só falta alguém achar que eu tinha esse dinheiro no bolso. E se tiver algo de errado, vamos responder”, acrescentou. O total de receitas da campanha de Colombo foi de R$ 3,2 milhões na eleição de 2010 e R$ 12,6 milhões em 2014, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Colombo demonstrou preocupação das denúncias contaminarem o trabalho. “O governo precisa continuar gerando empregos e não posso me abater. Tenho que lutar”, desabafou emocionado. Após um copo de água, continuou. “Eu vou cumprir com o meu dever até o último dia, de forma honrada, tranquila, nós não devemos nada”.

Pausa para mais um gole de água e com lágrimas nos olhos, ele continuou. “Isso é muito fácil de comprovar. Temos todas as atas da Casan, quando comunicamos o que iríamos fazer e agora tem que esperar para ver. Não sei qual o problema, mas precisamos ter paciência. Se eu tiver um erro, responderei como qualquer cidadão”, voltando a citar a venda da Casan.

“Quero reafirmar que não houve nenhum negócio, troca e juro pra vocês. Um amigo de Brasília ligou e disse que o caso de Santa Catarina não é complicado. Tanto que não é inquérito e, sim, um encaminhamento de documentos porque alguém citou Santa Catarina em uma delação”, completou.

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Paulo Donizete Matias