A foto de alegria registrada no encontro da futura bancada do PSL na Assembleia com o governador eleito Carlos Moisés da Silva não conta todos os detalhes da reunião, quando houve uma evidente reação dos eleitos contra a indicação do líder do governo.
Moisés impôs o nome do coronel Onir Mocellin para o cargo, fundamental para a defesa das matérias do governo que tramitarão no Legislativo, mas esqueceu de ouvir pelo menos o apelo do deputado mais votado da sigla e da futura legislatura, o vereador Ricardo Alba, de Blumenau, que se escalava para a posição e é o único que tem o conhecimento legislativo da turma.
O argumento do governador eleito pró–Mocellin é de que o coronel, que foi comandante-geral do Bombeiro Militar, é um amigo de mais de 20 anos e de que tem total confiança nele.
Além de não agradar integrantes da bancada, Moisés precisa avaliar que, na largada do novo governo, a partir de fevereiro, com o início dos trabalhos na Assembleia, necessitará de um deputado mais experiente para fazer a interlocução com seus pares, tarefa bastante delicada e fundamental, sem demérito algum para o seu indicado.
O ideal seria encontrar este nome na bancada de apoio que pretende formar com outros partidos.
Na foto, por coincidência, o coronel Mocellin não aparece. Da esquerda para a direita estão Ana Caroline Campagnolo, Ricardo Alba, Moisés, Felipe Estevão, Sargento (Carlos Henrique de) Lima e Jessé Lopes, todos estreantes no parlamento estadual e com uma estrada bem longa para percorrer.
