O ex-prefeito de Blumenau e candidato a vice-governador ano passado, Napoleão Bernardes está deixando o partido. Em carta apresentada na noite deste domingo a lideranças tucanas municipais, ele anunciou que pretende ficar um tempo sem partido para “atualizar-me, reciclar-me e oxigenar-me nas questões pertinentes à política”.
Emparedado entre a vontade indômita do ex-senador Paulo Bauer de ser candidato a governador e a pressão de setores do partido por uma aliança que facilitasse eleição de deputados, Napoleão acabou escondido na vaga de vice de Mauro Mariani (MDB). Foi coadjuvante de um fiasco: o terceiro lugar da chapa emedebista e o quinto lugar de Bauer na disputa pelo Senado.
Napoleão garante que não pretende se filiar a outro partido no momento, mas também diz que não largará a política. Acredita que um período sabático em sua vida partidária será importante para um reposicionamento político. Opções não faltam. A maior dificuldade do agora ex-tucano será manter alguma visibilidade sem cargo e sem partido.
Maior ainda é o desafio do PSDB-SC. Sem Napoleão, o figurino de renovação cabe apenas na deputada federal Geovania de Sá. O ex-deputado federal Marco Tebaldi quer a presidência, o suplente de senador Beto Martins surge como opção de conciliação. Seja quem for o novo presidente, vai precisar saber ler o que significa a perda de uma liderança do peso de Napoleão.
Nos bastidores, há informações de que Napoleão Bernardes cancelou, inesperadamente, a filiação no PSDB, para integrar um novo grupo que pretende movimentar a política estadual em um outro partido para participar do pleito municipal de 2020 em Santa Catarina.
