O efeito da JMDB no partido de Urussanga

A falta de envolvimento, mobilização e os inúmeros conflitos internos ficaram evidentes na campanha de 2016 que culminou com a derrota do na época PMDB local.

Desde de então e com os resquícios da eleição, bem como, da não exitosa atuação política da administração, os dirigentes da sigla conviveram com as dificuldades de reintegrar o grupo, adotando inclusive uma postura de silenciar, mesmo com a procura da imprensa.

Na própria Câmara, começando pelo momento que definiu as posições para a atual legislatura onde o MDB não conseguiu orquestrar e ficou sem posto, até a perceptível atuação dividida da bancada, também veio à tona a realidade do partido.

No entanto, e por mais simples e inexperiente que pareça, o surgimento da Ala Jovem, composta por filhos, parentes de entes e correligionários com história na sigla, que traz consigo pela natureza dos integrantes o ímpeto de abertura, interação com a sociedade e principalmente o propósito de deixar os conflitos para traz, conseguiu fazer com que os principais líderes foquem em novas ações, adquiram outra atitude e retomem o comportamento habitual do MDB, sempre caloroso e até emocional.

Prova disso, foi a presença dos nomes de peso da sigla no evento de ontem, e as inúmeras avaliações do encontro ocorridas quase que secretamente em um grupo do WhatsApp de filiados.

Estavam no evento com direito a discurso, garantindo quando perguntados que após a definição de quem será o candidato a prefeito em 2020, os dois não escolhidos darão total apoio, os ex-prefeitos Vanderlei Olívio Rosso e Johnny Felippe e o ex-vereador Vanio Comin.

Os integrantes da JMDB percebendo o momento, repetem “um novo tempo”, no qual coligações são prioridadeAgora depende dos principais líderes do partido seguirem nessa linha.

 

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Paulo Donizete Matias