“O fim das coligações foi uma espécie de reforma política pouco percebida pela população”, afirmou Rodrigo Maia

O comandante do legislativo federal concedeu entrevista coletiva antes de proferir palestra em evento promovido pela Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e TV (Acaert).

Rodrigo Maia disse que o fim das coligações deve diminuir a representatividade partidária na Câmara de 23 para oito ou nove siglas. Na visão do parlamentar, a medida foi uma espécie de reforma política pouco percebida pela população, e que está resistindo às pressões para votar a volta das coligações. “Se eu colocasse pra votar, tinha muita chance de passar, mas eu não vou botar pra votar.”

Para ele, o ideal seria construir algum novo modelo por lei ordinária para a eleição municipal. “Para mostrar para a sociedade e para os políticos que uma mudança de modelo pode ajudar a representatividade da sociedade nos parlamentos municipais primeiro, depois nos outros.”

Mesmo com a certeza de que estará fora do comando da Câmara a partir de fevereiro de 2021, a possibilidade de mudança para ressuscitar as coligações é pequena. “A pressão é agora. Acho que por emenda constitucional, que é o que você precisa para a eleição de 2022, para a volta da coligação, é muito difícil ter 308 votos”, analisou.

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Paulo Donizete Matias