A permanente discussão sobre o fato dos Urussanguenses pagarem mais caro pela energia elétrica fornecida pela EFLUL, ganhou corpo nos últimos dias através de manifestações que surgiram na Câmara de Vereadores.
Nesta manhã, o gerente da empresa, Jander de Agostin, concedeu entrevista na Rádio Cidade 93.5 FM, trazendo informações inicialmente sobre o reajuste que ultrapassa 15%, afirmando que trata-se de uma revisão tarifária determinada pelos órgãos federais atuantes no setor, e não de uma iniciativa da empresa local.
Segundo o mesmo, as “permissionárias” que são lembradas na comparação, as Cooperativas, também terão seus valores corrigidos, o que fará com que a diferença entre o custo/Eflul e o das mesmas fique menor.
Sobre as possibilidades apontadas pelo vereador Jose Carlos Jose “Zé Bis” (PP), o entrevistado pontuou separadamente;
A Ideia da compra de energia no mercado aberto, Jander afirmou que a empresa vem estudante a possibilidade, ainda desaconselhável em razão da rigidez nos contratos.
Já sobre a sugestão de transformar a empresa em um Cooperativa (Permissionária), o gerente afirmou que não a possibilidade em razão do modelo concebido a mais de 70 anos, e essa hipótese não é considerada.
E quanto o questionamento relativo a estrutura da empresa, que poderia ser “inchada”, mencionado salários e até pró-labore, Jander disse que as afirmações feitas demonstram somente falta de conhecimento contábil.
Quando perguntado então, se o mesmo e os demais colaboradores, diretores e acionistas, não sentiam-se incomodados com as manifestações, com a insatisfação por parte da maioria dos consumidores por causa dos valores praticados, o representante da EFLUL afirmou que sim, relatando que a realidade atual causa prejuízo para empresa além de estabelecer uma relação desagradável com os consumidores, os quais enaltecem a EFLUL quando questionados somente sobre os serviços prestados, mas claro, criticam os valores praticados.
Ao final, Jander lembrou que mudanças efetivas só podem acontecer através de pressão junto aos entes políticos os quais por sua vez podem pleitear mudanças nas políticas de cobrança da energia, junto aos órgãos governamentais.