O PSD de trouxe a público, as discussões que ainda não aconteciam de forma oficial, embora fossem sondadas. E partir de então as siglas locais adotaram praticamente a mesma forma de tratar das possíveis coligações, no que refere a eleição de prefeito e vice.
Com os sinais do TSE, Senado e Câmara, sobre uma definição de data para a realização do pleito que deve ser alinhada até o final da primeira quinzena de junho, o qual hoje tem grandes possibilidades de ocorrer entre novembro e dezembro, mantendo-se assim a posse dos eleitos em 1º de janeiro, os partidos também entenderam que mesmo com as atuais limitações precisam buscar encaminhamentos.
Em Urussanga, os dois partidos que se alternaram ao longo da história no Paço, tem um desafio semelhante, principalmente porque os números recentes mostram a necessidade de somar mesmo para os considerados grandes.
Enquanto o PP, em tese pode contar novamente com aqueles que lhe acompanharam em 2016, ou seja, PDT e o PSDB. O MDB com o enfraquecimento do antigo companheiro, o PT, busca companhia para concorrer.
O primeiro aspecto que ambos consideram é a hipótese de atrair o PSD, esse que há quase quatro anos, optou por concorrer com chapa pura, o que teve forte influência na definição da eleição passada.
Mas o “xadrez” está no fato de que o azul e o vermelho oferecem igualmente a vaga de vice, e como cada chapa só pode levar para esse posto apenas um, a conciliação é palavra de ordem.
O prefeito Gustavo Cancellier ao cogitar o PSD como vice, sabe que não deve com essa escolha afastar os citados PDT e PSDB, que fariam falta nas urnas.
Já o MDB que não esconde também o interesse de se unir ao PSD, não pode se dizer surpreso com o fato de que o convidado tenha também a ambição de ser “cabeça”, não por demérito da pré-candidata apresentada, mas porque a posição de sigla livre no cenário lhe confere essa postura.
Se o PSD decidir novamente concorrer sozinho, no primeiro momento vem à tona a teoria que a sua fatia traz consigo votos da situação em razão do desgaste natural de toda q qualquer gestão. Ao mesmo tempo, se isso acontece, o MDB lembrará dos 1.229 votos do PSD, que poderiam ter mudado o resultado de 2016.
Assim, trata-se de uma eleição que aquele que irá substituir acessível, firme e ponderado Decio Silva, passou a ter um peso grande para a definição das coligações e por consequência do desfecho do pleito.
Os Tucanos aproveitam o perfil da presidente estadual do partido que é perspicaz e falam do atual secretário de saúde, Marcos Roberto Silveira, o qual pode se desligar do cargo depois de uma reunião que acontece no Paço nesta quinta-feira (28).
Da mesma forma, o PDT ao apresentar a empresária Rosana Sebastião, como pré-candidata a prefeita, “coloca seu bloco na rua”, lembrando que cargo em questão até aqui é da sigla.
Jair Nandi e Rodrigo Fontanella, que foram apresentados ainda em fevereiro, integram o grupo que provocou a discussão, como descrito inicialmente.
Aparentemente chegou o momento de os tradicionais terem que pensar muito bem sobre o trato com os que não chefiaram o executivo, mas nessa eleição atípica podem ser decisivos.
