A força-tarefa responsável pela Operação 02 explicou, em entrevista coletiva neste sábado (6), a sua segunda fase e atualizou o andamento das investigações. Foram cumpridos mandados de prisão preventiva do ex-secretário da Casa Civil Douglas Borba e do advogado Leandro Barros.
Ao todo, seis mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão foram cumpridos pela polícia neste sábado (06). As ações aconteceram ainda em São Paulo e no Rio de Janeiro, envolvendo cerca de 50 policiais.
Segundo a apuração, cada integrante do grupo preso nesta manhã exercia uma função determinada. Dentre eles, está o responsável pela negociação, que pressionava os agentes públicos para a liberação antecipada do dinheiro, prometendo a entrega dos respiradores dizendo que os equipamentos estariam prontos para embarque, mesmo sabendo que não haveria a entrega.
As prisões preventivas foram requeridas para evitar novas destruições e ocultação de provas e para assegurar que o dinheiro utilizado na compra dos respiradores possa ser efetivamente rastreado e não sejam realizadas novas manobras de lavagem de capitais.
“Trata-se, possivelmente, do crime mais perverso cometido na história recente catarinense, no qual os representados, agiram dissimuladamente para auferir ganho milionário aproveitando-se da situação de calamidade pública vivenciada pela contaminação humana pelo novo coronavírus, em detrimento da vida da população”, narraram os integrantes da Força-tarefa.
