Na entrevista coletiva concedida na manhã deste sábado (09), os responsáveis pelas investigações disseram ter identificado uma organização criminosa com ramificações em São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso.
Afirmaram também que houve o sequestro de R$ 11 milhões, os quais serão devolvidos ao estado de Santa Catarina, destacando ainda os 35 mandados de busca e apreensão cumpridos pela força tarefa que investiga a compra 200 respiradores da empresa Veigamed.
Os nomes dos envolvidos foram preservados para não prejudicar a investigação, segundo informaram promotor público, Fernando Comim; o chefe polícia, Paulo Koearich e o presidente do Tribunal de Contas, Adircélio de Moraes Ferreira Junior.
Sobre se os respiradores que vão chegar, o procurador Comim afirmou que até agora não é possível saber. “Se chegarem, terão que ser submetidos à perícia. Tudo indica que houve emprego de fraude, conluio criminoso com entes públicos e privados em prejuízo a administração e a sociedade.”
Os representantes da força tarefa enalteceram o trabalho conjunto do Tribunal de Constas, Polícia Civil e Ministério Público. E também o trabalho da imprensa, cujo DNA tem empregado a apuração de fatos. Chamaram esta operação de Fase 1.
Sobre os detalhes da compra de respiradores, disseram ter ouvido 15 depoimentos durante a operação e que não poderiam informar por hora se houve pedidos de prisão. Salientaram que quanto ao procedimento de compra, a organização criminosa atuou na fragilidade do processo da Secretária da Saúde do Governo do Estado.
