No início da semana o Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou um ofício ao Congresso Nacional defendendo a manutenção das datas das eleições municipais de outubro.
Segundo o vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill de Góes, a adoção de um protocolo e a redução do número de casos da pandemia, de acordo com estudos estatísticos, permitem a manutenção do calendário eleitoral.
Para Góes, caso o adiamento seja inevitável, a melhor alternativa é realizar as votações em 25 de outubro em 1º turno e 15 de novembro onde ocorrer 2º turno.
O documento foi encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.
Um dos argumentos do Ministério Público pela manutenção das datas é de que adiar as eleições poderia impactar na fiscalização do pleito.
Ainda sobre o tema outra informação é de que articulação de prefeitos através algumas associações, diminuiu a disposição do Congresso de adiar a eleição.
Nesse cenário, as lideranças locais além de acompanhar com toda atenção a definição de datas que se aproxima, também cogitam contatos e novas tratativas a partir desta segunda (15).
Se o calendário for mantido como sugere o MPE, algumas decisões teriam certa urgência. Da mesma forma as limitações ainda existentes para o acesso com eleitor, podem exigir que a mensagem levada, quando possível, seja clara e em condição de ser avaliada.
O que foi possível concluir nos últimos dias, é que mesmo nesse período atípico os munícipes conseguem expressar opiniões e preferências.
