PSD de Urussanga divulga nota com analise das Eleições Municipais

Para falar das eleições municipais, faz-se necessário entender o cenário nacional. A estrutura política no Brasil é composta por mais de 30 partidos, sendo 26 com participação na Câmara Federal. Uma grande parcela da população, especialmente os jovens, não entende porque um vereador que fez 678 votos “perde” para um que fez 335, fato ocorrido nas eleições de 2016 em Urussanga. Isso acontece por conta das “Coligações” na disputa para a Proporcional (Vereadores). Já na majoritária (Prefeito) é diferente, elege – se o mais votado.

O fato é que somente aqueles que se aprofundarem no assunto irão compreender melhor como funciona o processo eleitoral. Outras ações que comprovam o desinteresse é o numero de abstenções, votos brancos e nulos que crescem a cada eleição. Resumindo, evoluímos significativamente em alguns pontos, como a rapidez, a segurança e a economia que é proporcionado pelo uso das urnas eletrônicas. Surgiram novas leis eleitorais para regulamentar os gastos e o tempo de campanha, reduzindo a possibilidade de caixa dois, mas que também prejudicou de alguma forma os candidatos menos conhecidos, pois o tempo e as formas de propaganda foram os aspectos mais afetados pela nova legislação, favorecendo os já conhecidos.

Assim sendo, chega-se a uma constatação: precisamos, mesmo, e com urgência, é de nos modernizar nas práticas de fazer política. A reeleição para Prefeito, Governador e Presidente está em discussão pelo Congresso Nacional para ser extinta, porque comprovadamente o segundo mandato costuma ser inferior ao primeiro. As pesquisas de intenção de voto costumam ser publicadas geralmente com o intuito de “influenciar” os indecisos ou na tentativa de “modificar” a escolha do eleitor, promovendo confusão, indecisão e “guerra de números”, sendo que todas essas práticas somadas prejudicam e muito a educação política do cidadão.

Por fim, observa-se que estamos vivendo dois extremos: a modernidade de realizar o processo e a velha e viciada forma de fazer política. Na reta final então, poucos se importam com o “plano de governo” do candidato.
A sociedade brasileira hoje é muito mais exigente, mas cai nas tradicionais e conhecidas armadilhas da velha forma de fazer política.
                                                                                       Luiz Antonio Fabro
                                                                             Presidente do PSD de Urussanga

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