Após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias pelo Congresso, o projeto seguirá para a decisão final do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Entre as principais mudanças, destaca-se um aumento para R$ 6 bilhões, dos atuais R$ 2 bilhões, do fundo eleitoral para ser utilizado pelos partidos nas eleições do próximo ano.
Com as maiores bancadas do Congresso, PT e PSL seriam os maiores beneficiados com a mudança e dividiriam R$ 1,2 bilhão.
Caso aprovado, o Partido dos Trabalhadores, do ex-presidente Lula, teria um aumento de verba de 196% e passaria a poder ‘gastar’ de R$ 201,3 milhões para R$ 595 milhões. Já o partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro na última eleição teria um acréscimo similar. Na última eleição, contou com R$ 199,4 milhões de fundo eleitoral. Caso sancionado, a sigla passaria a ter direito a R$ 595,9 milhões, um aumento de 199%.
O fundo eleitoral destina-se ao gasto de candidatos no ano da eleição. Caso Bolsonaro não voltasse para o Partido Social Liberal, uma eventual sanção presidencial poderia abastecer os cofres de seus adversários no próximo ano.