Sempre que provocado sobre candidaturas preferenciais ao governo em 2018 ou política de alianças, Raimundo Colombo tem respondido, de forma reiterada, que as definições só acontecerão dentro de um ano. As candidaturas dependem realmente das convenções estaduais dos partidos em julho do próximo ano. Mas o cenário e a política de alianças estarão clareados no final do ano.
A leitura tem consenso entre as principais lideranças partidárias: se Raimundo Colombo renunciar em janeiro de 2018 dará sinal de que capitulou perante o PMDB, que exige a renúncia dentro de cinco meses para assumir o governo a partir de janeiro, cumprindo mandato em todo o ano fiscal. Neste caso, o sinal será também de que suas preferências são por coligação, com o PMDB, projeto que fortaleceria seu projeto de conquista de novo mandato de senador.
Se, ao contrário, o governador decidir renunciar dia 5 de abril de 2018, cumprindo o prazo da lei eleitoral, estará resistindo às pressões do PMDB e seu gesto representará vitória ao PSD e ao seu presidente Gelson Merísio.
Salvo fato político novo relativo à Lava-Jato e à investigação que está sendo realizada pelo Superior Tribunal de Justiça, Raimundo Colombo deve mesmo renunciar para disputar o Senado. A maior evidência está nesta verdadeira campanha eleitoral que realiza há meses pelo Estado, “divulgando” o Fundam-2. Reúne-se com prefeitos de todos os partidos, em diferentes regiões, anunciando os critérios de distribuição dos prometidos 700 milhões de reais.
Portanto, janeiro é o marco zero da sucessão estadual.
