Na noite em que imperou os questionamos sobre o número de “andares” dos edifícios e os tais “30 metros” dos rios, a Audiência Pública da área central de Urussanga, que faz parte do cronograma desenvolvido nas diferentes regiões do município, decepcionou pelo número de participantes o que infelizmente sempre acontece.
Mais do que isso, a mudança na condução do encontro por parte do representante da empresa contratada também surpreendeu. Tal guinada teria acontecido em razão de que modelo antes elogiado, não teria dado certo na recente reunião da localidade de Rio Maior.
Durante as ponderações dos participantes pelos menos quatro grupos distintos que não se entenderam puderam ser identificados, os que querem aproveitar essa revisão para focar na cultura e por consequência no projeto turístico; além dos meros proprietários de imóveis que discordam da lei federal que estabelece 30 metros de distancia dos rios para edificações, os empresários que querem edifícios mais altos e os identificados com a preservação da natureza.

Com base nas informações da empresa, desde 2010 Urussanga não está travada no seu desenvolvimento, como é repetido por muitos. E ampliação do perímetro urbano, bastante sugerida, acarreta em imediato custo para a administração, ou seja, para que todos paguem. Também se observou segundo os técnicos, que alguns nocivos vazios são encontrados na citada área urbana.
Mas o que chamou a atenção no evento realizado na Sociedade Recreativa Urussanga, foram as respostas, esclarecimentos feitos, por pessoas conhecedoras do Plano Diretor implantado em 2008, que sem rodeios afirmaram que os possíveis problemas apontados hoje, poderiam ser sanados se o referido Plano, tivesse sido colocado em prática, executado, desenvolvido, como foi estabelecido.
E claro, nenhuma discussão em Urussanga se encerra e ontem foi não diferente, sem deixar no ar aquelas duas assombrosas perguntas:
O que os urussanguenses querem para Urussanga? E os imóveis tombados?

