Em sua fala na noite de ontem, a vereadora e agora líder do governo, Bruna Gabriela Salvador (MDB), afirmou: “Repudio qualquer discurso proferido nesta Casa que ataque, humilhe, desqualifique ou incite violência contra uma mulher. Citando uma situação que aconteceu na tribuna semana passada, que me assustou de verdade. Me assustou como vereadora, mas principalmente, me assustou e assusta como mulher. A oposição é normal, os debates são normais. Mas não podemos permitir que ser contra algo se torne motivo pra agressão verbal.”
E, diante de um grande grupo de mulheres presentes no plenário que protestavam com cartazes em mãos, acrescentou: “Existe uma diferença enorme entre exercer o direito de crítica e utilizar a palavra como instrumento de humilhação, misoginia e intimidação. Estamos diante de uma forma de violência. E esta Casa precisa ter responsabilidade sobre aquilo que acontece dentro dela. Uma Câmara Municipal deveria ser exemplo de democracia, respeito e civilidade.”

Esse posicionamento se deu em resposta às críticas feitas por um vereador de oposição na Sessão Ordinária anterior. As declarações levaram a prefeita Stela, em entrevistas concedidas nos últimos dias, a classificá-las como desrespeitosas, reiterando: “Considero até misógina pela forma, pela agressividade, pela forma que se conduziu determinados assuntos.”
Os urussanguenses não têm uma boa lembrança de momentos lamentáveis ocorridos na legislatura precedente em que a tribuna foi usada com total falta de decoro. E certamente não são coniventes com essas posturas.