Os seis partidos atuantes em Urussanga iniciaram oficialmente seus respectivos desafios há quase uma semana.
No pequeno universo habilitado às incontestáveis urnas eletrônicas, os eleitos por essas siglas ou suas principais lideranças precisam buscar os votos dos munícipes especialmente para governador, deputado federal, deputado estadual e senador.
A possibilidade de contribuir comprovadamente com a conquista dos candidatos credencia esses urussanguenses agora empenhados a, no futuro, solicitarem emendas parlamentares. Essas verbas trariam o reconhecimento e a notoriedade úteis nos próximos pleitos locais.
Isso sem falar naqueles alheios à gestão — como se tornou nacionalmente habitual, infelizmente — que tentarão ajudar na disputa simplesmente por compartilharem da mesma sigla, o que já lhes basta.
Mas não se trata de uma tarefa fácil. O primeiro obstáculo é a falta de interesse de um considerável grupo de eleitores pela corrida para determinados cargos.
Por outro lado, dentro das próprias agremiações, há casos com excesso de representantes ligados à mesma região, além daqueles que farão campanha para candidatos sediados em cidades distantes e, por consequência, pouco lembrados por aqui.
Para completar, as coligações — ou a falta delas em âmbito estadual — não facilitam o trabalho dos cabos eleitorais. E, no caso de Santa Catarina, um fator pode interferir diretamente nessas escolhas que deveriam considerar as representações regionais: existe a dúvida se a maioria dos candidatos precisará se declarar de direita ou de esquerda para obter votos, ou se bastará, como em outros tempos, apresentar propósitos, projetos e temas concretos de real importância para a população.

