Líder do governo repudia discurso que define como misógino

Em sua fala na noite de ontem, a vereadora e agora líder do governo, Bruna Gabriela Salvador (MDB), afirmou: “Repudio qualquer discurso proferido nesta Casa que ataque, humilhe, desqualifique ou incite violência contra uma mulher. Citando uma situação que aconteceu na tribuna semana passada, que me assustou de verdade. Me assustou como vereadora, mas principalmente, me assustou e assusta como mulher. A oposição é normal, os debates são normais. Mas não podemos permitir que ser contra algo se torne motivo pra agressão verbal.” E, diante de um grande grupo de mulheres presentes no plenário que protestavam com cartazes em mãos, acrescentou: “Existe uma diferença enorme entre exercer o direito de crítica e utilizar a palavra como instrumento de humilhação, misoginia e intimidação. Estamos diante de uma forma de violência. E esta Casa precisa ter responsabilidade sobre aquilo que acontece dentro dela. Uma Câmara Municipal deveria ser exemplo de democracia, respeito e civilidade.” Esse posicionamento se deu em resposta às críticas feitas por um vereador de oposição na Sessão Ordinária anterior. As declarações levaram a prefeita Stela, em entrevistas concedidas nos últimos dias, a classificá-las como desrespeitosas, reiterando: “Considero até misógina pela forma, pela agressividade, pela forma que se conduziu determinados assuntos.” Os urussanguenses não têm uma boa lembrança de momentos lamentáveis ocorridos na legislatura precedente em que a tribuna foi usada com total falta de decoro. E certamente não são coniventes com essas posturas.

Stela e servidores comemoram: TCE aprova contas de 2025 sem restrições

Trata-se do resultado de um trabalho feito em equipe que se estende a todo o quadro de servidores, merecidamente comemorado, mas é também uma informação que a cidade e o interior queriam receber. A aprovação da Prestação de Contas da Prefeita, Exercício de 2025, sem qualquer restrição por parte do TCE-SC, é algo que Urussanga merece, deixando para trás, definitivamente, tempos difíceis que resultavam em notícias constrangedoras que geravam insegurança. Não são todos que admitem, e isso não surpreende, porque entre os cinco grupos derrotados em 2024, existem alguns que acreditam num determinado comportamento que, na sua avaliação, pode lhes trazer resultados diferentes no futuro. Mas, consciente da importância dessa aprovação sem restrições, a prefeita Stela De Agostin Talamini não esconde a sua alegria, lembrando que se trata de uma meta e um compromisso firmado com os munícipes.

Regra do TSE limita recomendação de candidatos nas redes sociais

Uma regra do Tribunal Superior Eleitoral passou a ter impacto direto sobre a forma como candidatos das Eleições 2026 aparecem nas redes sociais desde o início oficial da campanha, em 16 de agosto. A norma determina que plataformas que utilizam sistemas de recomendação retirem dos resultados algorítmicos os canais e perfis oficiais informados pelas candidaturas à Justiça Eleitoral, além dos conteúdos publicados nessas contas. A exceção prevista é para as hipóteses legais de impulsionamento pago. Na prática, a medida não impede candidatos de publicar, manter seus perfis ativos ou ser encontrados pelos eleitores. O que muda é a distribuição automática de conteúdo. Uma publicação de um candidato pode continuar aparecendo para seus seguidores e ser acessada diretamente em seu perfil, mas não deve ser recomendada organicamente pelo algoritmo para usuários que ainda não acompanham aquela conta, salvo as situações permitidas pela legislação eleitoral. A regra está prevista na Resolução TSE nº 23.610, de 2019, que disciplina a propaganda eleitoral e foi modificada pela Resolução nº 23.732, aprovada em fevereiro de 2024. O texto estabelece expressamente que provedores que utilizam sistemas de recomendação devem excluir desses resultados os canais e perfis oficiais informados à Justiça Eleitoral e, com exceção do impulsionamento pago permitido por lei, os conteúdos publicados por eles. Por que o TSE criou a restrição A lógica adotada pela Justiça Eleitoral está relacionada à tentativa de impedir que os sistemas de recomendação das plataformas criem vantagens ou desvantagens artificiais entre candidatos. Algoritmos de redes sociais decidem quais publicações serão exibidas para cada usuário a partir de diferentes critérios, como histórico de navegação, interações, interesses e desempenho das postagens. Durante uma eleição, esse poder de distribuição pode aumentar significativamente a exposição de determinadas candidaturas. Ao restringir a recomendação orgânica dos perfis oficiais, a regra busca impedir que decisões tomadas pelos próprios sistemas das plataformas interfiram na igualdade da disputa eleitoral. A regulamentação também obriga provedores a adotar medidas para reduzir riscos à integridade das eleições e aprimorar seus sistemas de recomendação de conteúdo. Isso significa que a norma não proíbe o eleitor de acessar conteúdos políticos nem impede candidatos de se comunicar diretamente pelas redes. Impulsionamento pago continua permitido A norma faz uma distinção importante entre recomendação orgânica e propaganda eleitoral paga. Embora as plataformas não possam utilizar seus sistemas de recomendação para distribuir organicamente os conteúdos oficiais das candidaturas a novos usuários, campanhas podem contratar impulsionamento dentro das regras previstas pela legislação eleitoral. O impulsionamento deve ser contratado diretamente por candidato, partido ou federação com o provedor responsável, identificado de maneira clara como conteúdo impulsionado e registrado de forma que seja possível fiscalizar os gastos de campanha. A legislação também proíbe o uso do impulsionamento pago para propaganda eleitoral negativa contra adversários. Regras ficaram mais rígidas para as plataformas em 2026 As Eleições 2026 também trouxeram novas obrigações para grandes empresas de tecnologia. Uma portaria publicada pelo TSE determinou que plataformas com mais de 5 milhões de usuários ativos mensais no Brasil apresentassem, até 16 de agosto, planos de conformidade eleitoral detalhando como pretendem prevenir e reduzir riscos ao processo eleitoral. As exigências alcançam serviços que permitem publicação, compartilhamento, recomendação, impulsionamento ou monetização de conteúdo político-eleitoral, além de aplicativos de mensagens com canais públicos e plataformas que fornecem ferramentas de inteligência artificial generativa. Os planos precisam apresentar procedimentos para cumprimento de ordens da Justiça Eleitoral, remoção de conteúdos, suspensão de perfis, fornecimento de dados e combate à propaganda irregular. Sete plataformas firmaram acordos com o TSE O tribunal também ampliou a cooperação com empresas de tecnologia antes do início da campanha. Em julho, Kwai, Telegram, Meta, TikTok, Google, X e LinkedIn firmaram memorandos de entendimento com o TSE para atuar no enfrentamento à desinformação durante as Eleições 2026. Empresas de inteligência artificial também aderiram a iniciativas da Justiça Eleitoral, com o objetivo declarado de ampliar mecanismos de transparência e acesso a informações confiáveis.

Urussanga nas urnas: Desafios e bastidores

Os seis partidos atuantes em Urussanga iniciaram oficialmente seus respectivos desafios há quase uma semana. No pequeno universo habilitado às incontestáveis urnas eletrônicas, os eleitos por essas siglas ou suas principais lideranças precisam buscar os votos dos munícipes especialmente para governador, deputado federal, deputado estadual e senador. A possibilidade de contribuir comprovadamente com a conquista dos candidatos credencia esses urussanguenses agora empenhados a, no futuro, solicitarem emendas parlamentares. Essas verbas trariam o reconhecimento e a notoriedade úteis nos próximos pleitos locais. Isso sem falar naqueles alheios à gestão — como se tornou nacionalmente habitual, infelizmente — que tentarão ajudar na disputa simplesmente por compartilharem da mesma sigla, o que já lhes basta. Mas não se trata de uma tarefa fácil. O primeiro obstáculo é a falta de interesse de um considerável grupo de eleitores pela corrida para determinados cargos. Por outro lado, dentro das próprias agremiações, há casos com excesso de representantes ligados à mesma região, além daqueles que farão campanha para candidatos sediados em cidades distantes e, por consequência, pouco lembrados por aqui. Para completar, as coligações — ou a falta delas em âmbito estadual — não facilitam o trabalho dos cabos eleitorais. E, no caso de Santa Catarina, um fator pode interferir diretamente nessas escolhas que deveriam considerar as representações regionais: existe a dúvida se a maioria dos candidatos precisará se declarar de direita ou de esquerda para obter votos, ou se bastará, como em outros tempos, apresentar propósitos, projetos e temas concretos de real importância para a população.

Cerâmica Carmelo Fior aguarda aval do Cade para iniciar as atividades em Urussanga

A prefeita Stela De Agostin Talamini recebeu o diretor-geral da Cerâmica Carmelo Fior, Eduardo Roncoroni Fior, nesta sexta-feira (21), para tratar da aquisição da unidade industrial da Dexco e dos planos da empresa para Urussanga. A operação ainda aguarda aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para que as atividades possam ser iniciadas no município. A reunião foi acompanhada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Leonardo Felippe, o diretor de Indústria e Comércio, Braz Cizeski, o diretor Administrativo, Ernany Moreti, a presidente da Associação Empresarial de Urussanga (ACIU), Joelma Fornasa, o vice-presidente da ACIU, Marco Antonio Fontanella, o diretor de Revestimentos Cerâmicos da Dexco, Gilmar Menegon, e o gerente de Operações, Gialdino da Luz. Segundo o diretor da Cerâmica Carmelo Fior, Eduardo Roncoroni Fior, a aquisição faz parte dos planos de expansão em Santa Catarina. A empresa já mantém a unidade Pisoforte, em Criciúma, e vê em Urussanga uma localização estratégica para ampliar sua atuação. “Estamos contando os dias para iniciar as atividades nesta unidade e com expectativa muito positiva para Urussanga, que possui uma localização estratégica em uma região de forte tradição cerâmica. Temos um planejamento de longo prazo para fortalecer a nossa presença e contribuir com o desenvolvimento regional”. A prefeita Stela De Agostin Talamini disse que a chegada da Cerâmica Carmelo Fior fortalece a economia e reforça a vocação industrial de Urussanga. “A chegada de uma empresa desse porte traz uma nova perspectiva para a cidade e contribui para a geração de empregos e renda. Urussanga é terra de oportunidades e de qualidade de vida, além de se destacar em diferentes áreas, como na educação, com o terceiro lugar em Santa Catarina no ranking do IDEB para os anos iniciais. Somos gratos por escolherem o nosso município e desejamos muito sucesso nas suas atividades”. Fundada em 1941, a Carmelo Fior possui cinco unidades produtivas nos principais polos cerâmicos do Brasil, capacidade de produção superior a 10 milhões de metros quadrados por mês, mais de 1.500 colaboradores e mais de 9 mil clientes ativos. A empresa também exporta seus produtos para mais de 60 países. Em Urussanga, a unidade será denominada Carmelo Fior Porcelanato e terá capacidade produtiva inicial de 700 mil metros quadrados por mês.

Gestão e diálogo suprapartidário de Urussanga ganham espaço na Casa D’Agronômica

Aproveitando as oportunidades que nunca se dão como cada mandatário municipal pretende em razão das inúmeras demandas sempre a ser discutidas com os que residem na Casa D’ Agronômica, a prefeita Stela De Agostin Talamini, muito bem acompanhada por Ernany da Silva Moreti, Diretor Administrativo do Governo urussanguense; José Otávio Feltrin, Pró-reitor da Unesc; Luciane Bisognin Ceretta, Secretária Estadual de Educação e Luizita Bertoncini Feltrin, presidente do MDB mulher, esteve com o governador Jorginho Mello na tarde desta segunda-feira (17). Com foco na gestão do município, em qualquer tempo esses encontros são úteis ao menos para manter as conversações suprapartidárias.

Congresso reúne comunidade para recomposição do Conselho do Município em Urussanga

A recomposição do Conselho do Município de Urussanga foi oficializada durante o Congresso do Município, realizado na noite de segunda-feira (17) na Casa do Colono. O encontro, organizado pelo Governo Municipal, por meio da Secretaria de Desenvolvimento, reuniu moradores e representantes de diferentes regiões interessados em contribuir com o planejamento da cidade. A atividade foi conduzida pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), que participa do processo de revisão e atualização do Plano Diretor de Urussanga, em conjunto com a Administração Municipal. A universidade também terá participação nas próximas etapas do processo, e vai contribuir de forma técnica com a elaboração do novo planejamento territorial do município. Durante o Congresso, foi realizada a eleição dos representantes territoriais das oito áreas previstas no Plano Diretor: Centro, Estação, Nova Itália, De Villa, Santana, Rio América Alto, Armazém e Rio Maior. Os escolhidos passam a integrar o Conselho do Município, que reúne representantes do poder público e da sociedade civil para colaborar nas discussões relacionadas ao desenvolvimento urbano e territorial. Segundo o secretário de Desenvolvimento, Leonardo Felippe, a participação da comunidade é fundamental para construir um planejamento mais próximo das necessidades de cada região. “A presença dos representantes territoriais no Conselho está prevista na legislação e permite que as diferentes regiões tenham voz nas discussões. Com o apoio técnico da Unesc, vamos avançar na revisão do Plano Diretor e preparar o desenvolvimento de Urussanga para os próximos anos”.

Adefonso Baesso lembra que Fundo era solicitado há décadas

A frente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Urussanga e Cocal do Sul, órgão de muita representatividade, fundado em 1984, Adefonso Baesso, afirma que a implantação do Fundo Municipal de Desenvolvimento Rural, por parte do Governo Municipal, reivindicado desde 2002, é muito bom para os agricultores. O presidente entende que se trata de uma ferramenta que pode fortalecer e incentivar a atividade, lembrando que é o fim de uma longa espera.

Fundo para atividade rural terá 50% do valor arrecadado com horas-máquina e será superior ao solicitado

Uma solicitação antiga dos conselhos de agricultura que já representaram as sete regiões em que o município é divido, agora foi atendida com um percentual superior ao reivindicado ao longo desses anos. A Administração decidiu conceder ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Rural, 50% dos valores arrecadados com horas-máquina realizadas pela frota da Prefeitura, a exemplo de 2025 em que essas totalizaram aproximadamente 5.000. Ao invés dos 25% que foram sugeridos por décadas. Deste montante, então 50% serão destinados a aquisição de máquinas e equipamentos necessárias no seguimento e os outros 50%, utilizados para a criação e manutenção de programas como o “Cultiva Ouro” e os subprogramas, “Solo Verde”, “Rebanho Saudável”, “Parreira Bela” e “Solo Fértil”. Genevaldo Cardoso, como secretário considera a implantação do Fundo uma conquista alcançada através do atual governo, mas como agricultor, descreve os inúmeros benefícios que só agora serão possíveis, lembrando as necessidades que poderão ser atendidas a exemplo do gado de leite, pastagens, corretivos de solo, apicultura e viticultura. Ele já projeta o valor expressivo que na verdade retornará aos agricultores de Urussanga, o qual representa atenção aos que se dedicam a atividade.

Apagão bancário: 44% das cidades de SC já não possuem agências físicas

A criação de uma comissão para tratar da elaboração de leis que exijam a manutenção de atendimento presencial pelos bancos foi o principal encaminhamento da audiência pública realizada na noite desta quarta-feira (5) pela Alesc para discutir os impactos do fechamento de agências bancárias em Santa Catarina. Atendimento presencial O debate foi solicitado pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi-SC). A entidade tem questionado o fechamento das agências bancárias que, conforme relata, tem prejudicado o atendimento à população mais vulnerável, em especial nos municípios de menor porte, com impactos negativos para a economia. O argumento dos bancos, segundo a Fetrafi-SC, é o avanço a digitalização dos serviços bancários. “Não negamos a importância da tecnologia, mas ela não substitui o homem. Todo mundo sabe que problemas complexos, operações de crédito, situações que envolvem fraudes, atendimento de pessoas que não têm acesso à internet, pessoas idosas, exigem a presença de uma agência e de profissionais qualificados”, afirmou Marco Aurélio Silvano, secretário-geral da federação. Para ele, a redução do atendimento presencial, além de prejudicar a sociedade, tem prejudicado também os bancários. “A redução dos postos de trabalho, com o fechamento das agências, faz com que um volume de trabalho grande recaia sobre cada vez menos bancários, com sobrecarga”, disse. Ele defendeu que a sociedade participe desse debate que, atualmente, está restrito aos bancários. “Essa mudança é uma escolha do cliente ou uma imposição dos bancos, que reduziram o atendimento presencial e obrigaram os clientes a usarem esses aplicativos?”, questionou Silvano. Cleberson Eichholz, presidente do Sintrafi, sindicato que representa os bancários da Grande Florianópolis, também defendeu a elaboração de leis que exijam dos bancos a manutenção do atendimento presencial. “Precisamos de um atendimento que garanta mínimas condições para as pessoas mais vulneráveis, que são as mais prejudicadas com essa dinâmica dos bancos, pois elas têm mais dificuldades em acessar os meios digitais”. Já Gustavo Tabatinga, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), além de defender a regulamentação da exigência do atendimento presencial, sugeriu a elaboração de normas que proíbam o poder público estadual de operar em instituições financeiras que não tenham rede de agências adequada. Redução das agências Durante a audiência, o economista do Dieese Gustavo Cavarzan apresentou um raio-x do atendimento bancário em Santa Catarina. Em dez anos, houve uma redução de 40% no número de agências em Santa Catarina. O número de postos de trabalho no setor caiu 30% no estado. Atualmente, conforme Cavarzan, 44% dos municípios catarinenses não contam com agência bancária, o que atinge mais de 600 mil pessoas. “Isso traz uma série de consequências para os clientes e para a economia desses municípios”, disse. “Reduz a arrecadação dos municípios, prejudica as pequenas empresas, as pessoas mais vulneráveis. Além disso, há uma tendência a aumento da inadimplência no pagamento dos tributos”, afirmou. O economista destacou que os bancos adotaram uma estratégia de precarização no atendimento da população de baixa renda. Enquanto o atendimento presencial está restrito à alta renda, a população mais carente fica limitada a correspondentes bancários, que só em Santa Catarina são 12,3 mil, 21 vezes o número de agências bancárias no estado. “Esse processo de falta de atendimento adequado também ajuda a explicar um dos principais problemas que atinge a população, que é o endividamento. É um tema que merece atenção do poder público, porque está se agravando e vai trazer mais consequências negativas”, completou Cavarzan.