Dois eventos, um planalto e outro aqui no Sul, sinalizaram possibilidades na política catarinense

Em Lages no Planalto Serrano começou mais cedo, onde o PSD do estado reuniu-se no denominado “Ato de Celebração”, dos dois mandatos do agora ex-governador, Raimundo Colombo.

Lá ouviu-se do pré-candidato ao senado, que agora é necessário olhar para o futuro, conversar muito com as lideranças e construir até julho as condições para escolher o melhor candidato. O qual afirmou, “O Merisio está fazendo o seu esforço, vai liderando o nosso partido, conversando com outros partidos. Nós precisamos nos dar as mãos, trabalharmos com a humildade de quem sabe que o melhor caminho vai chegar lá na frente. Temos que trabalhar para fortalecer o nosso partido, o nosso pré-candidato”.

Percebeu-se na oportunidade a ausência dos líderes do MDB e do PSDB, diferentemente do PP.

Mais tarde em Criciúma, aconteceu a comemoração do aniversário da deputada federal Geovania de Sá, onde ocorreram manifestações especialmente dos tucanos, que disseram não abrir mão de uma candidatura ao governo do estado. E quando não discursavam admitiram novamente a possibilidade de candidatura própria. Embora tenham pelo menos publicamente, aparecido mais nos últimos dias na companhia de mdbistas.

Enquanto em Lages falava-se de Colombo como pré-candidato ao senado, e Merísio pré-candidato do PSD ao governo, com margem para a formação de uma aliança que iria avaliar o nome que irá concorrer ao executivo estadual, na cidade polo da região Sul, repetiam-se falas de Napoleão Bernardes, pré-candidato senado e Paulo Bauer ao governo de Santa Catarina.

Sem comparecer expressivamente em nenhum dos e encontros, o MDB, maior partido barriga verde, não cogita abrir mão da cabeça de chapa, embora faça mais menções ao PSDB.

A observação feita apontada por Gilberto Kassab ao dizer que é difícil haver em qualquer estado brasileiro uma liderança como Raimundo Colombo, afirmando “Como líder ele vai nos levar para esse porto seguro e apresentar para Santa Catarina o melhor caminho e projeto para as eleições.” Pode de fato indicar aquele que irá construir o cenário final para a disputa.

Há que se ressaltar que Júlio Garcia, além de buscar novamente uma cadeira na assembleia, com sua inegável habilidade já trabalha, mesmo sem alardes na direção do que Colombo deve capitanear. Fica o ex-governador limitado apenas pela intransponível barreira, que não mistura PP e MDB.

 

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Paulo Donizete Matias