Móveis Pérola paga os débitos trabalhistas

A espera de no mínimo oito anos pelo dinheiro devido chegou ao fim para os antigos funcionários da Móveis Pérola. A massa falida da antiga indústria moveleira sediada em Urussanga está próxima de finalizar os pagamentos da chamada Classe I de credores, na qual se enquadram os débitos trabalhistas. O montante destinado aos 242 habilitados nesta categoria ultrapassa os R$ 2,8 milhões.

Os pagamentos constituem uma vitória na série de desdobramentos de um processo iniciado em agosto de 2010, quando a Justiça decretou a falência da Móveis Pérola. Como determina a Lei de Falências e Recuperação Judicial, a quitação dos débitos deve ser feita por classes de credores numa escala de prioridades iniciada pelos trabalhistas, explica o administrador judicial da massa falida, Agenor Daufenbach Júnior, da Gladius Consultoria.

“Esse grupo contempla dívidas com ex-funcionários, indenizações oriundas de processos trabalhistas, além de honorários de advogados e peritos judiciais que atuaram em processos envolvendo a empresa. A maior parte desses credores já recebeu. Ainda temos cerca de 60 pessoas aptas a serem pagas, porém não apresentaram documentações ou tem alguma inconsistência de dados cadastrais”, comenta.

Com mais de 30 anos de atuação no mercado moveleiro, a Móveis Pérola começou a enfrentar sérios problemas financeiros na reta final do século passado. A empresa pediu concordata preventiva em maio de 2000 (antiga modalidade equivalente hoje à Recuperação Judicial), porém dez anos depois a Justiça sentenciou a falência em razão do avanço das dívidas e não cumprimento de compromissos. O processo tramita na 1ª Vara Cível de Urussanga, sob a condução da juíza Karen Guollo.

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Paulo Donizete Matias