Decisão do PSD define a eleição majoritária de Urussanga

À medida que os partidos os quais polarizam a disputa pelo Paço Municipal ao longo da história sinalizam seus projetos para 2020, o PSD que saiu fortalecido do pleito de 2016, se torna fator de definição das eleições municipais do ano que vem. Repetir a participação com Chapa Pura, parece não ser descartada, mas pouco provável, principalmente pela manifestação de diferentes siglas que sem rodeios buscam o PSD para uma composição na majoritária, de forma mais veemente do que a três anos atrás. No entanto, a um ano antes da eleição as possibilidades aventadas seriam para trazer um nome como vice para as chapas que não abririam mão da cabeça, o que o PSD teria que aceitar.  Ou seja, não existe uma proposta ainda, para que PSD traga o candidato a prefeito onde um dos partidos tradicionais de Urussanga ofereceria o vice. Em um momento que eleitor adquiriu gosto pelas definições como demonstrou em outubro 2018, o que foi percebido pelos entes políticos do estado e país, que estão a cada dia mais objetivos nos seus posicionamentos, um anuncio que não aguarde as famigeradas pesquisas do afogadilho, pode passar segurança ao munícipe e demonstrar transparência no projeto de administração, dos pretendentes. Claro que uma definição destruiria o sonho de algumas siglas e entes auto habilitados ao cargo de vice como não se vê a muito tempo, mas para o eleitor, isso não importa.

Jeremias garante que será candidato a vereador

A informação veio do próprio secretário municipal de obras durante conversa na tarde de ontem. Mesmo tendo sua filiação recentemente cancelada pelo PSDB, partido em que concorreu na eleição de 2016, quando ficou com a primeira suplência da sigla que não tem representante na Câmara, mas permanece no governo uma vez que concorreu coligado com PP que elegeu no prefeito no pleito citado. Questionado sobre como buscaria novamente essa cadeira do legislativo, Emerson Jeremias afirmou que fatos novos estão por vir, inclusive reviravoltas. Na mesma oportunidade o membro do primeiro escalão do atual governo também respondeu que o gestor do município está bastante confiante na possibilidade reeleição em outubro do ano que vem.

PSD realiza primeira etapa de Workshop nesta quarta

Com o título “Entender 2018 para planejar 2020”, o PSD de Urussanga realiza nesta quarta-feira (03), a primeira etapa de um workshop que deve ter o segundo encontro conclusivo ainda mesmo mês de abril. Voltado exclusivamente para os membros do diretório e filiados, no primeiro momento discutindo avaliações sobre a eleição de 2018 e sua possível influência no pleito municipal de 2020, o evento segue da linha do partido local, que foca na organização e numa relação mais próxima entre correligionários e lideranças municipais, regionais, estaduais e até federais. Ainda considerando a possibilidade de como na eleição de 2016, concorrer com candidatura própria para prefeito e com nominata completa para o cargo de vereador, o PSD pode na segunda etapa desse workshop, definir as datas para o anuncio de pré-candidaturas para a majoritária.

MBD: Eduardo pode ser favorecido com embate entre Udo e Mauro

O prefeito de Joinville tem repetido que o diálogo é essencial entre ele, Moreira e o deputado federal Mauro Mariani, presidente estadual da sigla e pré-candidato ao governo. O que o Udo busca são garantias de que estaria apto para concorrer ao governo se sair do cargo, o que ganha a simpatia de alguns parlamentares e de muitos filiados. Mariani afirma que não quer entrar “nesta história” e limita-se a dizer que deu as condições para Udo ter esta garantia, quando propôs as prévias. E que tem apenas uma certez, Mariani estará na convenção com o candidato ao governo. Mariani não fala, mas seus aliados dentro e fora do MDB sintetizam os motivos pelos quais o deputado federal e Udo estão em rota de atrito. Reclamam que Udo prega a reedição da tríplice aliança, mas não fez uma coligação robusta e com os mesmos partidos em Joinville, que fala em gestão e tem problemas sérios na área em sua administração e ainda possui índices não muito significativos de popularidade. Não há dúvida que a extensão das divergências entre Mauro Mariani e Udo Döhler os farão receber apoios e rejeições dentro do MDB e devem abrir o flanco para o crescimento do nome de Eduardo Pinho Moreira. O governador tem um perfil conciliador e assumiu o que podemos chamar de “instância Luiz Henrique” dentro do partido. É procurado, desde há muito, para ouvir reclamações, acertar alianças e unir grupos em conflito.

Merisio afirma que PSD só deixa o governo com a renúncia de Colombo

O deputado estadual, presidente estadual do PSD e pré-candidato ao governo do estado, Gelson Merisio, afirmou em entrevista nesta manhã, que os cargos de primeiro escalão serão imediatamente entregues quando da efetiva renúncia do governador Raimundo Colombo, pontuando que o evento festivo organizado pelo MDB no qual não se fará presente, anunciado como posse de Eduardo Moreira, ainda não caracteriza o desligamento de Colombo. Merisio reiterou que não existe qualquer animosidade entre os integrantes de PSD e PMDB em Santa Catarina, mas que não a possibilidade de reedição da aliança, pelo próprio de desejo de alguns medebistas e principalmente por não haver interesse do PSD. Ainda com relação as definições, Merisio disse entender o posicionamento do PSDB que defende a ideia de candidato próprio, intenção que segue até a sua convenção. No que se refere ao PP, lembrou do acordo firmado anteriormente de apoio à sua candidatura. Sobre o principal tema relacionado ao seu partido, a prisão do deputado João Rodrigues, Merisio limitou-se a dizer que respeita a decisão do STF, embora, pela longa convivência com o condenado comungue com a ideia de que o mesmo não causou qualquer prejuízo ao erário no caso denunciado, além de lamentar pessoalmente a penalidade atribuída ao cidadão João Rodrigues.

Os números dos partidos nas eleições municipais de Urussanga

O presidente do PSD local, Luiz Antonio Fabro, continua nos enviando os dados das conclusões a que chegou após tabular os números das eleições de 02 outubro em Urussanga. Segundo Fabro, as conclusões são as seguintes: Para avaliar o desempenho dos partidos políticos nas eleições proporcionais, fiz o comparativo entre as Eleições 2012 e 2016, daqueles que lançaram candidatos nos dois pleitos, que são os seguintes: PDT, PMDB, PP, PSD, PSDB e PT, o PV apresentou 1 candidato em 2012 e o PPS 1 candidato em 2016. Na ordem decrescente, a quantidade de candidatos lançados por partido apresenta o seguinte quadro respectivamente entre 2012 e 2016: PSD de 6 para 14, aumentando em 133%; PDT de 5 para 7, aumentando em 40%; PT de 9 para 12, aumentando em 33%; PMDB de 13 para 14, aumentando em 8%; PSDB de 9 para 5, reduzindo em 44% e o PP de 17 para 10, reduzindo em 59%. Entre os Partidos que aumentaram a sua votação, este é o quadro: o PSD foi de 756 para 1.742 votos, alcançando um crescimento de mais de 130%, seguido pelo PDT que aumentou de 554 para 1.043 votos, conseguindo um acréscimo de 88%. Partidos que reduziram a sua votação foram: PSDB de 901 votos para 470, redução de 48%, PP de 5.046 para 4.339 menos 14%, PMDB de 4.678 para 4.209 menos 10% e PT de 2.054 para 1.874 reduzindo 9%. A relação pela média de votos por candidato entre as eleições 2012 e 2016 ficou assim: PP de 297 para 434, PDT de 111 para 149, PSD de 126 para 124, PSDB de 100 para 94, PMDB de 360 para 300, PT de 282 para 156. Os votos para as legendas partidárias, aquele que o eleitor não vota nominalmente para nenhum candidato e sim somente para os partidos (digitando o número do partido) passaram de 675 em 2012 para 715 em 2016, ou seja, mais votos do que 7 dos vereadores eleitos. Quando observamos os eleitos por Partido, registra-se que a Câmara Municipal terá um acréscimo de partidos representados, de 4 para 5. Mantiveram o número de vereadores o PP (3), PSD (1) e PT (1), o PMDB (3) perdeu 1 vereador e o PDT que ainda não tinha nenhum vereador ganhou um.

A participação das Mulheres nas eleições municipais de Urussanga

O Presidente do PSD local, Luiz Antonio Fabro, fez uma análise sobre a participação das mulheres no pleito de 02 de outubro, com as seguintes conclusões: A partir da Eleição de 1996, por força da legislação, os partidos políticos e as coligações passaram a ter que reservar parte das vagas para as mulheres. Com isso a expectativa era que a participação feminina nas eleições do Brasil aumentasse significativamente, não foi o que ocorreu, ela ainda é tímida. Quando se analisa a quantidade de eleitas então o resultado é mais desanimador. Em Urussanga a realidade desta eleição foi a seguinte: tivemos 23 mulheres entre os 63 candidatos à vereança (6 PMDB, 6 PSD, 4 PT, 3 PDT, 3 PP e 1 PSDB), foi a maior participação feminina da história; em porcentagem houve um crescimento de 14% (1992) para 37% (2016) do total de candidatos; a relação de candidatos mulheres versos homens subiu de 16% (1992) para 58% (2016). As mulheres detêm a maior fatia do eleitorado, 52%, o que corresponde a 8.974 votos. Se os 3.265 votos obtidos pelas candidatas mulheres fossem oriundos somente das eleitoras, concluiríamos que menos de 37% delas votaram em mulheres. Do total dos votos nominais, as mulheres chegaram a 9% em 1992, atingiram o auge em 2012 com 28%, tendo caído para 25% neste ano. Desde a Eleição de 1996, o pior desempenho foi nesta oportunidade, pois elegemos somente 1 mulher. Nas eleições de 1996, 2004 e 2008 elegemos 2 e em 2000 e 2012 elegemos 3. As mulheres tinham votos para levar a Câmara Municipal de 5 a 6 representantes. Mesmo antes de a legislação definir a obrigatoriedade da participação feminina, Urussanga sempre possuiu uma quantidade relevante de mulheres que disputam os cargos eletivos, sendo que já elegemos 2 vice-prefeitas e 18 vereadoras, destas, 4 chegaram ao cargo de Presidente do Legislativo. A primeira vereadora eleita foi em 1976, para a 9ª Legislatura e desde então, Urussanga sempre elegeu mulheres. Elas também foram as mais votadas nas eleições de 2008 e 2012.

Os jovens e sua participação nas eleições 2016 em Urussanga

O Presidente do PSD, Luiz Antonio Fabro, fez uma análise sobre a participação dos jovens no pleito de 02 de outubro, com as seguintes conclusões: Dez jovens foram candidatos a vereador, ou seja, 16% do total dos 63 candidatos. (De acordo com o Estatuto da Juventude, considera-se jovem quem está na faixa etária entre 15 e 29 anos). A distribuição desses candidatos entre os partidos políticos ficou assim: 5 do PSD, 2 do PT e 1 cada, PP, PMDB e PDT. Estes 10 candidatos somados obtiveram 842 votos, o que representa 6% dos votos nominais dados a todos os 63 candidatos a vereador. Se os 842 votos obtidos pelos candidatos jovens, fossem oriundos somente dos 4.325 eleitores com idade menor que 30 anos (25% do total), concluiríamos que menos de 20% dos eleitores desta faixa etária votaram em jovens. Com esta análise de números podemos tirar duas conclusões: Jovens tinham votos suficientes para eleger de 2 a 3 representantes para a Câmara Municipal e o último vereador jovem foi eleito em 2004. Também fazer questionamentos: Qual o motivo para ter elegido só representantes com idade acima de 40 anos? Será que o jovem não merece credibilidade na política? Os candidatos apresentados não tinham os requisitos julgados necessários para representar seu segmento? Em tempos de manifestações por este Brasil afora que pedem mudanças e são, na sua maioria, capitaneadas por jovens, não seria condizente eleger também vereadores jovens? E as redes sociais, acessadas principalmente por jovens não ajudou na hora da decisão?

Ibope em Florianópolis: Gean Loureiro tem 53%, e Angela Amin, 26%

O candidato Gean Loureiro (PMDB) tem mais que o dobro das intenções de voto da candidata Angela Amin (PP) na disputa do segundo turno pela prefeitura de Florianópolis. Isso é o que mostra a primeira pesquisa Ibope para esta fase final da campanha na Capital, contratada pela RBS TV. Considerando os votos totais do levantamento, o peemedebista aparece com 53% da preferência contra 26% da pepista, com margem de erro de quatro pontos percentuais. Brancos e nulos somam 16% e 5% dos eleitores não souberam ou não quiseram responder. Nos votos válidos, Gean alcança 67% das intenções, enquanto Angela aparece com 33%.